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"But whoever would be great among you must be your servant, and whoever would be first among you must be slave of all." (Mark 10, 43-44) |
| Irmão Irio Luiz Conti msf: um religioso nos novos areópagos da missão. |
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Page 1 of 3 Quem diz isso é o Ir. Irio Luiz Conti, Missionário da Sagrada Família da Província do Brasil Meridional. Ele completou 25 anos de Consagração no último mês de janeiro e vem de uma família de pequenos agricultores, profundamente religiosa e engajada nas lutas comunitárias e sociais. É ele mesmo quem fala: “Eu me criei nesse ambiente de valorização e participação da comunidade como um lugar de cultivar a prática religiosa e social para o bem da comunidade. A casa de meus pais sempre foi e continua sendo frequentada por padres, inclusive, por muitos anos serviu como casa de hospedagem dos padres missionários.” Sua vocação de Irmão religioso inicialmente não era clara. Como era muito comum, ele ingressou no Seminário dos Missionários da Sagrada Família com uma dupla motivação: estudar para ser alguem na vida; morar na cidade e levar uma vida semelhante à de um tio padre (Pe. Benno Knorst msf). Somente depois do noviciado, durante o período do juniorado e dos estudos teológicos é que sua vocação amadureceu e se tornou mais clara. Segundo o próprio Irmão Irio Luiz, as razões da sua opção de ser Irmão foram e continuam sendo basicamente três: “a) Sendo a vocação um dom, uma graça que nos ajuda a ser felizes como filhos de Deus, escolhi esta vocação como forma de viver esta graça no mundo sendo discípulo de Jesus; b) Quero viver a Vida Religiosa como um testemunho simples e comunitário e como um sinal profético no mundo, a partir do lugar geográfico e social da inserção no mundo dos pobres, levando uma vida simples e trabalhando profissionalmente para ganhar o pão com o próprio suor; c) Desejo contribuir na construção de uma Igreja que se forja no compromisso dos cristãos batizados com uma grande rede de comunidades, na qual a liderança seja exercida por mulheres, homens, jovens e crianças que seguem Jesus comunitariamente.” 1. O lugar do Irmão numa Congregação clerical Não é muito fácil a vida de um Irmão religioso numa congregação clerical. Embora o Irmão religioso represente vivamente a vocação fundamental e comum a todos, o ambiente clerical faz com que ele seja frequentemente colocado contra a parede e tenha que justificar seu estado de vida diante dos padres. O Irmão Irio Luiz pensa que na Congregação não existem lugares ou tarefas específicas para o Irmão “a não ser aquele lugar e papel definidos tradicionalmente pelos padres e acatados pelos irmãos”. Por isso é importante “construir relações (entre padres e irmãos) que partam do princípio de que somos todos religiosos, em condições iguais de direitos e deveres na Congregação e na Província. O que muda são os papéis e as tarefas, e estes podem ser construídos e reconstruídos em cada tempo e lugar.” Diante de alguns religiosos padres que perguntam “por que você é apenas Irmão, e não aceita ser ordenado padre?” deve-se responder com outra pergunta: “por que você é apenas padre e esquece que é religioso?” “O grande desafio é exatamente este: os irmãos não se deixarem ‘colonizar’ pelos padres aceitando papéis de subserviência na Congregação. Nós, Irmãos, não somos auxiliares dos padres, nem serviçais. Somos religiosos em uma congregação religiosa.” Padres e Irmãos assumem diferentes serviços na Igreja e no mundo, mas no interior da Congregação compartilham a mesma dignidade e a mesma condição. O que difere são algumas atividades, mas comum e mais importante é a identidade religiosa. Em faixa externa exercemos diferentes ministérios, mas em faixa interna somos todos irmãos e compartilhamos do mesmo Carisma. Mas o fato é que enquanto os religiosos presbíteros em geral têm sua função e suas atividades como algo claramente definido e estabelcido, os religiosos Irmãos precisam continuamente discutir e definir seu lugar, sua identidade e sua missão. “Isso significa que precisamos construir relações e espaços nos quais sejamos reconhecidos como religiosos e profissionais, sem precisar disputar com os padres, mas também sem nos submeter a eles ou às estruturas e papéis historicamente concebidos para ‘aqueles que não quiseram ser padres’. Eu me tornei Irmão por opção e vocação, não por falta de condições para ser padre. Portanto, não sou mais nem menos, mas única e simplesmente um confrade numa Província e numa Congregação que mais e mais deveria primar pelo discipulado de iguais nas diferenças.” |
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